domingo, 24 de março de 2013

Crise na Europa afeta exportações do café do planalto da Conquista



A cidade de Vitória da Conquista é a principal exportadora de café do estado da Bahia. As exportações que começaram por volta dos anos 70, tem como principal destino Estados Unidos, Japão e, principalmente, Europa. Sendo que Alemanha, Itália e Holanda são os principais clientes europeus. A Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac) realiza operações de trade do café local. De acordo com a Coopmac a região de Conquista é destaque na produção de café despolpado principalmente por seus cafezais estarem a uma altura de mais 900 m acima do nível do mar, o que proporciona um grão de alta qualidade. 

Só que segundo o degustador e classificador de café da Coopmac, Carlos Novais, a crise europeia tem comprometido muito as exportações. E isso, segundo ele, acaba refletindo diretamente no preço do produto pelo fato do café ser commodity. "Em um ano a depreciação do preço do café  já chega 30%", completa Carlos Novais. Ainda de acordo com ele as expectativas não são nada animadoras, "a tendencia é piorar". 

Para agravar ainda mais o cenário da exportação do café, outro país da zona do euro está fadado a entrar em recessão. O Chipre é o mais novo país europeu que faz parte  do Euro  a sofrer com a crise financeira.  Agravando ainda mais situação do bloco econômico. Uma comissão de finanças dos países que tem o Euro como moeda, liderada pela Alemanha, vem tentando fazer com que o Chipre atenda as exigências para que possa receber o pacote de ajuda econômica. As negociações até o momento não tem tido sucesso. A situação na ilha, no entanto, não é nada animadora. Os bancos do país estabeleceram uma quantia máximo para saque de 100 euros por pessoa diariamente. 

Mas de acordo com funcionário da Coopmac, Diêgo Marques, uma das alternativa para tentar minimizar os prejuízos provocados pela redução das exportações e pelos preços baixos do produto tem sido o mercado interno. 


Fonte: Coopmac, Carlos Novais
Foto: http://www.portalhomem.com.br/artigos/cafe-alem-do-basico

quarta-feira, 20 de março de 2013

Crise na Espanha derruba a popularidade dos políticos


Nas eleições gerais de novembro de 2011, o PP - centro-direita - vencedor, obteve 44,6% e o PSOE – centro-esquerda - que governava, 28,7%. Hoje, segundo o Instituto Metroscopia, o PP teria 29,8% e o PSOE 23,3%. Cresceram a IU – esquerda - que hoje teria 15,6% (um ano atrás tinha 7,7%) e a UPyD – centro - que teria 10,1% (um ano atrás 4,6%). 

De acordo com o instituto, 74% da população espanhola desaprova a gestão de Mariano Rajoy (PP) e 81% desaprova a gestão de Alfredo Rubalcaba (PSOE) como líder da oposição. Os números refletem a insatisfação da população com a economia do país e a desconfiança com os políticos que a mais 30 anos se alternam no poder.

Comissão Européia demonstra confiança em Portugal



A Comissão Europeia de Finanças, O Banco Central Europeu e o FMI   anunciaram após a quinta visita de controle a Portugal que mesmo com a contração do PIB o país está indo bem e que seu programa de reestruturação financeira está no caminho certo. Portugal ganha ainda mais um ano para "reorganizar a casa" e com isso o prazo para a meta de  redução do déficit se estende até 2014.  Mesmo assim, ministro de finanças português, Vitor Gaspar, tratou de anunciar novas medidas corretivas para o ano de 2013. Entre as medidas estariam a ampliação do programa de privatização e a introdução de novos níveis de arrecadação no imposto de renda.  

Entre algumas exigências para os países membros da zona do euro está um déficit fiscal de no máximo 3%.  A meta do déficit fiscal para Portugal que com a resseção do país tinha sido renegociada para 4,5% no ano de 2012, foi expandida no mesmo ano para 5%. Para 2013 4,5% e para o ano de 2014, fim do prazo, 2,5%. Resta saber se o país lusitano vai conseguir cumprir as metas desta vez. 

A economia portuguesa contraiu 3,2% em 2012, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Só no último trimestre do ano, o PIB caiu 3,8%, devido à redução da demanda externa, com a descida menos acentuada das importações e a redução das exportações de bens e serviços. Este é o pior resultado desde a Revolução dos Cravos, em 1974. No terceiro trimestre de 2012, a contração do PIB foi de 1,8%. A quebra da economia no último trimestre só foi ultrapassada pela Grécia, que contraiu 6%. Ainda de acordo com o relatório do INE, a redução do PIB tem relação direta com o desaquecimento interno e as poucas exportações do país para a Europa. 

Fotos: http://www.worldwide-center.com/2012/10/09/funds-for-portugal-greece-ultimatum/
Fontes: Ex- Blog César Maia, Frankfurter Allgemeine online

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mercado interno é alternativa para fruticultores

Manga


A crise na Europa tem afetado as exportações de frutas da Bahia de forma direta. Indiretamente, também, a questão do câmbio que surge a reboque da crise tem prejudicado os produtores. Os dois principais produtos da fruticultura do Vale do São Francisco, a maga e a uva, que juntas chegam a exportar R$ 440 milhões, têm no crescimento do mercado consumidor interno uma saída para um possível agravamento da situação europeia. Nesta última safra, 726 toneladas de três variedades da manga foram colhidas. A maior parte ficou no mercado interno e o restante foi encaminhado para a Europa. 
Historicamente, o preço da caixa de 5 kg de uva, na Europa, é cotado entre 9 e 10 euros, podendo chegar a 15 euros, um preço razoável para o produtor, mas quando convertido para real, o valor não cobre os custos de produção.
A região do Vale do São Francisco é responsável por mais de 90% da produção de manga no Brasil. O estado da Bahia produz 42% da safra nacional.
Fonte: G1
Foto: http://www.infoescola.com/frutas/manga/